ele me trata mal

Ele me trata mal, como mudar o jogo? “Ele me trata mal, Linda, não sei o que faço, me sinto um lixo…” — como eu ouço isso! Se você está passando por isso, a primeira coisa que eu preciso te dizer é: você não está sozinha, e não é culpa sua se sentir assim. A segunda: dá, sim, para virar esse jogo. Mas não do jeito que você imagina.

Antes de tudo, um aviso importante: este texto fala sobre grosseria, frieza, indiferença e desrespeito no dia a dia do relacionamento. Se você sofre agressão física, ameaças ou se sente em perigo, isso não é “jogo” — procure ajuda especializada (no Brasil, ligue 180). Dito isso, vamos ao que interessa.

Ele me trata mal: por que isso acontece?

Fique sabendo: homem quando começa a tratar mal é porque está seguro demais do seu sentimento. Ou seja, isso nunca é um bom sinal. Ele sabe que você não vai embora, que você aceita, que você perdoa — então ele relaxa. E homem relaxado demais começa a tratar a mulher como capacho.

Se ele está seguro, é porque você andou se apagando — e, portanto, não está sabendo muito do seu valor. Dói ouvir isso? Dói. Mas é a verdade que vai te libertar.

Ao menor sinal de desrespeito, a mulher que sabe do seu valor recua — e o faz perceber que não é desse jeito que as coisas funcionam. Guarde essa frase, porque ela é a base de tudo que vem a seguir.

Ele me trata mal, como mudar o jogo: a virada

1. Fale o que vier na cabeça — na hora

Comece a falar o que vier na cabeça. Tipo: se ele foi grosso, mesmo que a primeira coisa que venha seja mandar ele ir para o inferno, diga — e saia. E, pelo amor de Deus, não ligue depois para ele pedindo desculpa. O errado é ele. É sempre ele!

Mulher quando está apaixonadinha tem essa mania de repensar mil vezes ou calar perante uma grosseria, só para não deixar as coisas piores. Já passei por isso: já engoli alguns sapos, mas aquilo me deixava mais puta — e quando soltei, foi bem pior.

Então resolvi falar. Nem que eu mandasse ir para PQP, mas eu falava — era o que eu estava sentindo. E depois? Além DELE vir pedir desculpas, ele ainda dizia que admirava eu ter sempre uma resposta na ponta da língua. Tá vendo como a coisa se inverte?

Isso é se colocar em primeiro lugar e agir de acordo com os seus sentimentos. E tudo conspira a favor.

2. Entenda: às vezes ele está testando você

Em alguns casos, o homem está fazendo de propósito — para testar como nós reagimos. E acredite: aquela boazinha que aceita grosseria ou maltrato e não responde à altura, ou ainda se faz de vítima… o homem logo pensa que ela não está sendo verdadeira.

E aí ele pensa: “Deve ter algo errado com ela, porque ela me deixa tratar assim?” E aí ele perde o interesse. Percebe a crueldade da lógica? Quanto mais você aceita, menos ele respeita.

3. Fale menos, faça mais

A dica é falar menos e fazer mais — e falar tudo com gentileza, sem fazer barracos, pelo amor. Mulher tem mania de falar demais, reclamar demais. E o que ele escuta? Nada! Apenas fica com mais certeza de que você está ali: disponível e, portanto, desinteressante.

Aja mais: avise uma vez apenas, depois faça — e tenha ele nas suas mãos!

4. Seja o reflexo dele

Ele fez algo que você não gostou? Se afaste. E quando ele vier perguntar o que está acontecendo, diga que a ATITUDE dele foi infeliz e que você não gostou. Ponto.

Seja o reflexo dele: se ele foi grosseiro, seja grosseira; se foi indiferente, seja mais ainda — e assim por diante. Além de eliminar o mau comportamento, ele ainda vai saber que você tem sangue quente, que não é uma molenga.

Quando ele me trata mal por orgulho

Muitas vezes o mau trato vem embrulhado em orgulho: ele te trata com frieza para mostrar quem manda. Se esse é o seu caso, o jogo é o mesmo — só que com ainda mais firmeza. Orgulhoso só respeita quem não se curva. Leia também homem orgulhoso: o que fazer para lidar especificamente com esse perfil.

O erro que mantém o mau trato vivo

O maior erro? Achar que sendo mais boazinha, mais compreensiva, mais paciente, ele vai mudar. Não vai. Homem não muda o comportamento por pena — muda por consequência. Enquanto não houver consequência para o mau trato, ele continua. A consequência é a sua ausência: do seu sorriso, da sua atenção, da sua presença. Quer entender por que a ausência é tão poderosa? Leia por que dar gelo sempre funciona.

FAQ: ele me trata mal, como mudar o jogo

Ele me trata mal, mas diz que me ama. É verdade?

Amor sem respeito é discurso vazio. Observe as atitudes consistentes, não as declarações depois da briga. Quem ama de verdade não humilha, não é grosseiro de forma recorrente e não te faz se sentir um lixo.

Devo terminar se ele me trata mal?

Depende da gravidade e da recorrência. Uma grosseria isolada, seguida de arrependimento genuíno e mudança, é uma coisa. Um padrão de desrespeito, frieza e humilhação é outra — e padrão não se resolve com conversa, se resolve com atitude (sua). Se houver agressão ou medo, procure ajuda: ligue 180.

Responder à altura não é ser grossa também?

Existe diferença entre ser grossa e ter pulso. Ter pulso é não aceitar calada, é nomear o desrespeito e se afastar. Você não precisa gritar nem humilhar de volta — firmeza calma assusta muito mais.

E se ele piorar quando eu mudar de atitude?

No começo, ele pode testar os seus limites com mais força. Mantenha a postura. Se ele piorar de forma agressiva ou ameaçadora, isso é informação valiosa sobre quem ele é — e um sinal para se afastar de vez, não para ceder.

Quanto tempo leva para o jogo virar?

Não há prazo garantido. Alguns homens recuam na primeira consequência; outros precisam de mais tempo. O foco não deve ser o relógio, e sim a sua consistência: cada vez que você sustenta a sua posição, o seu valor sobe aos olhos dele — e, principalmente, aos seus próprios olhos.

Então é isso, dona: ele me trata mal? O jogo muda quando VOCÊ muda. Fale menos, faça mais, seja o reflexo dele e nunca — jamais — peça desculpa por ter se defendido. Mulher que sabe do próprio valor não implora por respeito: ela impõe com atitude.

Bjs,
Linda Cristina

Escrito por

Linda Cristina

Coaching de Relacionamentos, Autoestima e Valorização Pessoal