Oi, oi, oi! Vim aqui, diretamente do meu caos organizado, para servir aquele papo retinho que você não pediu, mas sabemos que no fundo, no fundo… está implorando para ouvir (risos). Calma, puxa a cadeira, serve esse cafezinho ou uma tacinha de vinho (porque ninguém é de ferro, né?) e bora falar de uma coisa que atormenta mais que alarme de carro na madrugada: desapego!

Ah, desapego… essa palavrinha que parece que foi feita pra gente ignorar. O que ninguém te conta é que desapegar é quase tão bom quanto encontrar vinte reais no bolso do casaco. É uma surpresa deliciosa, acredite!

Sabe aquelas relações mais enroladas que fio de fone de ouvido? Então, amiga, não tem jeito. Ou você senta e desembaraça (se vai ter paciência para isso, ai é outro departamento) ou simplesmente compra um fone novo. Traduzindo: ou trabalha esse relacionamento até ele ficar no ponto, ou chuta o balde e vai ser feliz com alguém que não te deixa mais perdida que cego em tiroteio.

Se eu falar de trabalho então… Aquela coisa de viver para trabalhar e esquecer de trabalhar pra viver. Onde já se viu? Olha, se o seu boletinho feliz no fim do mês não te compensa o suficiente para aturar o chefe mala sem alça ou os colegas que mais parecem competidores de quem faz menos e fofoca mais, já sabe, né? Atualiza esse LinkedIn e voa para outra que te valorize como a última fatia de pizza!

Vamos tocar no ponto que dói: aquela saia que você jura que vai entrar de novo desde 2012. Desapega, mulher! Deixa essa saia fazer a felicidade de outra pessoa e se dá o direito de comprar uma que te faça sentir a própria Gisele sambando na cara da sociedade. Porque se vestir tem que ser mais sobre se sentir fabulosa e menos sobre fazer caber.

Ah, e os ‘mimos’ acumulados em casa? Livros que você nunca vai ler porque na real, não te interessam mais que a novela das oito, ou aqueles gadgets comprados numa liquidação que você nunca usou e tá lá, pegando poeira. Desapega, vende, doa, faz uma feira de garagem e ainda lucra um trocado para aqueles prazeres que +realmente+ importam (como um spa day, que ninguém é de ferro).

E sabe o que mais? Aquela sua amiga que só te procura quando precisa? Desapega também. Amizade é via de mão dupla, flor, e não estacionamento pra carência alheia. Escolha amigos que sejam mais “casa” e menos “visita ao dentista”. Você vai ver só como o café da tarde vai ter outro sabor.

Mas ó, aqui vai o pulo do gato: desapegar não é só jogar fora, não. É escolher o que realmente importa. É fazer aquele detox da vida, sabe? Tira o que pesa, e deixa só o que te eleva. Desapegar é um ato de amor próprio porque no final do dia, quando você chuta o balde, tem que ser com classe e confiança, porque minha cara, espaço limpo é convite para novidades, e quem não adora uma novidade?

Então respira fundo, coloca aquela música da liberdade e vamos desapegar, porque se acumular fosse bom, a vida seria um grande armazém. E convenhamos, nós somos mais, bem mais que simples estoquistas daquilo que não serve mais.

Pronto, fechei minha metralhadora de verdades por hoje. Desapega e vai ser feliz, porque o mundo é grande demais para a gente se prender ao que não nos faz voar. Beijos de luz!

Escrito por

Linda Cristina

Coaching de Relacionamentos, Autoestima e Valorização Pessoal