
Sabe, amiga, aquele papo de “viver um dia de cada vez”? Já tá até mofado, né? Eu sei – todos nós sabemos – que você fica aí, pensando se joga ou se corre, se fala ou se cala. Mas aqui entre nós, que delícia é viver no “e se…?”, não é? Risos. Só que não!
Vai, conta aqui pra tia, quando foi a última vez que você fez algo realmente louco? E não me venha com essa de que pegar o ônibus errado conta como aventura, tá? Estamos falando de coisas verdadeiras, criatura! Decisões que fazem seu coração bater mais forte, que deixam aquela sensação de friozinho gostoso na barriga. Pensa rápido! Não lembra, né?
Então, linda, tá mais do que na hora de mudar esse roteiro. Chega de assistir a vida passar enquanto você fica aí, torcendo pra tudo dar certo, mas sem mover um dedinho sequer pra ajudar no processo. Ai, ai… Se a vida fosse fácil, não começava com choradeira na maternidade, não é?
Agora, me escuta bem! Seja a protagonista, a diretora, a roteirista de sua própria história! Quer mudar de trabalho? Atualize esse currículo e joga na rede! Quer falar praquela pessoa especial o que realmente sente? Amiga, por favor, desenrola esse drama que já virou novela mexicana!
Eu sei, eu sei… O medo é grande. E se der errado? E se eu me arrepender? E se… Para com isso! E se der certo? Imaginou? A gente nunca vai saber se ficar sentada esperando o “momento perfeito”. Que tal criar seu momento? Chega de ser coadjuvante, pelo amor de Deus.
Coloca na cabeça: arriscar é preciso. E olha, eu não estou falando pra você ir lá fora sem guarda-chuva em dia de tempestade, não! Mas talvez, só talvez, você possa começar com um passo de cada vez, sem essas botas de chumbo nos pés.
Vai por mim. No final das contas, as maiores lições vêm desses saltos no escuro. Sim, pode ser que você caia, pode ser que doa, pode ser que não saia como o planejado. Mas e daí? Cada cicatriz vai ser uma história pra contar e, acredite, você vai rir muito de como era medrosa antes.
Ah, já sei o que está pensando: “Mas é fácil falar!”. Claro que é mais fácil falar do que fazer, sou uma escritora, oras! Mas quem disse que os conselheiros precisam ser perfeitos? Se eu estivesse fazendo tudo isso o tempo todo, provavelmente estaria numa ilha em Fiji, e não aqui te dando conselhos, certo?
Então, o que eu quero que você faça? Simples: na próxima vez que a vida lhe der uma oportunidade de saltar, não pense demais. Apenas salte. Quem sabe, você até voa!
E quando der aquele friozão na barriga, lembre-se: é assim que se sente estar viva, bebê. Agora vai lá e mete o pé na porta! Se a porta não abrir, já sabe, né? Tenta a janela. E se precisar de uma forcinha, manda um alô! Estarei aqui, com meu bom humor e sapatilha de dança, pronta para te empurrar suavemente (ou com um chute, depende do dia).
Beijos de luz e até a próxima loucura!
