Acho que depois da minha cirurgia eu fiquei mais zen, mas mesmo assim, acho bacana compartilhar algo com vocês. Eu como sabem estou no Universo da solteirice aguda(kkk). Mas nem arranquei os cabelos por conta disso. Um dia eu fico melancólica usando aquela velha frase: ninguém me ama, ninguém me quer ou dou uma gargalhada da minha situação e toco um sai prá lá carência. Ela vai embora.

Mas conheço como é a solidão, brigo com ela  e sei que depois que a gente tem o costume, e apego com um homem , e difícil viver solamente outra vez.Deixemos de lamentações, vim aqui para trazer uma experiência que aconteceu comigo, por que nada mais original eu mostrar para vocês que algo que falo é real e não conto do vigário. E acho pertinente comentar isso, para vocês entenderem que o que é seu vem, o que não é vai embora com uma rapidez da velocidade da luz.

Comentei a uns posts que eu interessei por um homem gato(olha eu aqui, melosa), inteligente, adoro homens estudados, cultos. Mas da mesma maneira que eu adoro eu desapego. E sempre assim, eu interesso e quando vejo o cara é extremamente bitolado no que tange aos relacionamentos. Uma múmia ganha dele de atitude.

Vamos aos fato. Mandei carta(ninguém faz isso mais, mas eu sou das antigas, prefiro o tradicional), eu mesma entreguei pessoalmente. Fui clara a objetiva que se não fosse recíproco eu seguiria, e que ele não precisava se fazer entender, o silêncio bastaria.

Mas caramba, se ele com todos os méritos que tem não prestou atenção na minha clareza, e ficou depois ignorando-me e excluindo a minha pessoa de seu contato, o que eu posso fazer? O mesmo que falo para vocês.Não importei, continuei sendo eu mesma, mas simplesmente deixei de me preocupar com ele. Se eu falava 100 palavras com ele, reduzi a zero. E depois de alguns meses que enviei a carta, ele me procurou e quis conversar comigo.

Foi engraçado porque eu tinha decidido umas coisas, e ele achou que minha decisão estava pautado pela carta que eu o enviei.

Ele falou assim: gostaria de saber se sua decisão tem a ver com a carta que você me enviou? Tenho reparado que você tem estado quieta, sem conversar muito. Então faz tempo que quero ter essa conversa com você, porém não tive oportunidade, fiquei sem jeito, você me pegou de calças curtas, não sabia o que fazer, como me portar, já recebi carta de mocinhas o que é normal, mas de uma mulher não, até porque não tem como, pela condição que me encontro e você.

E eu fiquei lá olhando para a cara dele e pensando: onde eu fui me meter? Esperei ele falar e respondi categórica: com uma serenidade que minha decisão não tinha nada a ver com a carta enviada, na vida temos prioridades, e isso foi levado em conta, minha decisão está pautada aos meus filhos, por isso decidi. Agora já que você veio até a minha pessoa conversar, tenho todo direito de falar o que penso, até porque eu já tinha dado por encerrado essa história, porque achei que se você não entendesse ninguém entenderia e eu iria me jogar de uma ponte e bater com a cabeça na pedra(falava rindo). Mas infelizmente não foi assim, você agiu igual a um ogro, onde eu estava você saia, ignorou e excluiu-me mas tudo bem, já estou acostumada. Geralmente eu causo isso nos homens. O que você pensou que eu iria acabar com a sua carreira, ficaria me insinuando, e dando a entender? Você não me conhece portanto não precisava ter feito aquelas atitudes. Era só prestar atenção no meu comportamento que bastaria para concluir que não precisava fazer nada.

Eu: Porque você agiu assim?

Ele: Sei lá, tive medo, não sou perfeito.

Eu: Sério, você tremeu na base né? Jura?

E ele ficou com a cara de resignado, me olhando e dizendo: você se incomodou com a minha atitude?

Respondi: você gosta e acha bom ser ignorado?

Resposta: claro  que não! apenas olhei e sacudi a cabeça.

Eu: Você tem que idade mesmo? 38 anos. Nossa! Te chamei de velho, te dei 45 anos.

Ele: por causa da barriguinha saliente.

Eu: e também da cerveja né?

Ele: Também

Ele: Então por isso vim te perguntar se não tinha nada a ver com a carta.

Eu: Ei, segura a onda tá, você não é a última bolacha do pacote tá bom?

Ele: com um sorriso amarelo diz: ainda bem.

Apertamos as mãos, ele pediu para eu repensar minha decisão nas férias com carinho e ternura(kkkk), eu falei que não vou pensar nada, já estava decidido.

Esqueci, ele mencionou que tem alguém também, eu nem dei importância.

Que se precisar podemos ser amigos e todo aquele blá,blá, blá.

Resumindo:não tive contato íntimo com ele, não fui atrás, não insisti. E passou meses ele veio atrás tentando saber o motivo do meu silêncio.

E vocês estão aí no desespero e gritando alto porque o cara sumiu. Ele volta meninas. E quando ele voltar, saiba definir e falar com vigor, mostrar seu valor.

Não fiquei, não beijei, não fui para os finalmente. Eu só mostrei o meu interesse e deixei o cara fazer a parte dele, no tempo dele. E agora você entendeu o conselho que sempre damos aqui? Não vai atrás. Se for para o cara voltar ele volta e firma. E se não for o cara volta e vai embora. E tem alguns que vai e volta. Mas aí e com você se quer manter isso na sua vida.

Espero que tenham entendido. Porque se não vou usar as havaianas da Linda com vocês.

Sara Oliver