Meu questionamento sempre quando leio os comentários é porque se torna tão difícil aceitarem um não, de que o cara não gosta ou não existia tanto envolvimento quanto imaginavam? Perspectiva errada de vislumbrar algo maior pela sua ideia sem antes analisar o outro e tudo que ele busca.

Ele até gostou, foi o homem que você tanto idealizou por alguns meses ou anos atrás, mas agora a decisão dele foi reclamar, foi colocar defeitos, e foi partir. Vocês remetem muito ao passado, no que era antes e acabam burlando o presente que está bem na sua frente agora.

E não estou aqui dizendo que essa regra de comportamento até uns anos não foi minha, foi sim, sei como é a parada sinistra. Mas como superei sem manchar a minha dignidade? Foi porque eu não fui atrás do cara, eu não me humilhei, não fiquei arrumando desculpa para falar com ele, e quando fiz já estava sem todo aquele sentimentalismo e sofrimento em demasia.

Eu fui embora da vida do cara, como ele foi da minha. Tipo a música de Marisa Monte – DEPOIS: quero que você seja feliz, hei de ser feliz também!

Sabe gente, o problema maior que na minha cabeça não entra, e que na pior das dores que vocês estiverem sentindo, correr atrás do outro nunca, jamais, será algo bom e que irá ajudar no processo.

A parte dolorida sempre fica com vocês, de correr, insistir, cobrar por uma resposta, aceitar pouco. Tentam, remediam a crise instalada só para não ter que conviver e encarar o não do outro.

Fica o lado egoísta de cada um nessa hora.

– Acabe com essa dor que você instalou na minha vida, vamos! Resolva isso agora, eu não posso ficar sem você, e nossos planos, nossa vida em conjunta, tudo que você dizia sobre nós, e tinha planejado? Cadê? Você é um mentiroso traidor que só se aproveitou de mim, dos meus sentimentos para agora dizer que não quer mais, vamos resolva? Eu quero que você dê um jeito nesse problema. Onde já se viu me deixar? Eu não nasci para ser deixada.

E vocês querem forçar uma resolução, e o outro ser do lado (neste caso o homem), se vire para ajeitar.  E para contrariar todos os seus anseios o homem racional como ele é, está pouco preocupado com o que você está sentindo ou em todas as suas indignações que pulsam dentro de ti. Ele tomou a decisão e não importa o que você pensa a respeito, ele não é obrigado a dar o que não pode.

Vira o famoso cada um por si e Deus por todos. De um lado nós mulheres só pensam na dor, no trauma, do que vai ter que superar, dos planos, e da exigência que o outro tem que cumprir que almejou e agora caíram todos por terra. Expectativas em excesso.

O cara chega entra na minha vida, me faz gostar, promete mundos e fundos, e um dia por motivos ou sem motivos ele pede tempo ou simplesmente decide que não me quer mais? Como assim?

Eu não vou aceitar isso, não aceito. Isso não se faz com ser humano nenhum.

E em toda essa bagagem de indignação e raridade alguma mulher dizer estou sofrendo pra caralho, está insuportável a minha dor, mas eu não vou atrás desse homem, porque isso não me cabe. Sofrerei sozinha, superarei sozinha tudo isso.

Mas sempre tem um contato, uma fagulha de esperança em querer não aceitar. Sabe por que vivo repetindo isso aqui? E porque se correr atrás desse algum resultado satisfatório esse cara estava com você novamente.

Vai arrumando desculpas, vai dizendo que não dá conta, que não tem forças, porque isso vai te consumir. Cadê sua motivação?

Mais fácil dizer um olá, puxar um papo ou achar que uma mera ligação do cara já é um sinal, porque assim você pode continuar se enganando. Do que ficar no seu cantinho esperando o tempo resolver tudo. Paciência.

Falta paciência para nós mulheres aceitar as coisas como elas são. Não se força nada minhas caras, não existe isso nos relacionamentos. Se você tem conseguido grandiosidade tendo esse comportamento, então me conte.

Enumere os pontos que você conseguiu relevantes e edificantes que trouxeram algum resultado significativo, faz a lista.

Deixa o outro ir, se assim ele quis, não force, porque a corda sempre arrebenta do lado do mais fraco ou de quem mais reluta e não aceita os fatos como eles são.

Se poupe.

Sara Oliver