depoimento

Meninas, queria deixar um relato para todas as que acabaram de sofrer um término ou ainda estão na fase de correr atrás e tentar arrumar as coisas:

Primeiro de tudo, não tem o que arrumar. O relacionamento não foi feito e construído só por você; ele também tem a parcela de culpa dele. A gente tenta deixar tudo em “pratos limpos” porque achamos que vamos conseguir uma resolução de onde nos doí.
Quero dizer para todas que, quando mais cedo vocês entenderem que seu coração em paz só depende de você – de você se entender, de crescer, de ver onde errou e do que pode mudar – melhor. Você não precisa dos motivos x, y ou z dele para seguir em frente, nem mesmo mudar completamente para se adaptar ao jeito dele. A gente tende a colocar nosso valor nas mãos de uma pessoa que pode não nos valorizar e isso é horrível, porque isso é da sociedade. A sociedade como um todo sempre cria para diminuir a mulher diante de tudo (principalmente no que tange em relacionamentos e homens. De algum modo mágico, sempre acham que a culpa é da mulher e nós internalizamos isso).

Se você quer arrumar algo, procure arrumar seu coração e voltar a se encontrar. Eu digo com todo o coração do mundo que é um processo bem chato, doloroso e muitas vezes você vai sentir que sua vida está um caos e sem sentido algum (e essa sensação é proporcional ao quanto você se anulou por esse relacionamento, por esse homem e o quanto ele te machucou no fim). No meu caso, não só corri atrás, chorei, engoli trinta mil sapos diferentes e ainda assim ouvi coisas horrorosas (e o cara ainda queria manter a amizade E A PORTA ABERTA) como também me anulei horrores por cinco anos de relacionamento. Não começou desde o início, pelo contrário – tanto que a impressão que eu tenho, hoje, é a de que o cara absorveu a minha personalidade (ele age como eu agia cinco anos atrás, basicamente, em questão de objetivos, traquejos, até alguns comentários) – eu era tão eu que era basicamente Deus no céu e eu na terra para esse cara. Então sim, é difícil, é dolorido, e vai ter dias piores que os outros. Mesmo depois de muito tempo você ainda vai oscilar.

Mas estou aqui para dizer que vale muito a pena.

Eu ainda não estou nem na metade do processo de recuperação de quem eu era – e na busca de ser melhor do que qualquer versão minha que já esteve por aí nos últimos anos. Ainda tenho compulsão alimentar por ficar triste, ainda tenho batalhado para perder o peso que ganhei nos últimos dois anos por problemas hormonais (e essa é a pior parte, porque meu peso foi jogado na cara assim que terminamos, entre outras coisas), ainda estou trocando de carreira porque caí em depressão ano passado e não fiz nada da vida além de tentar chorar, ficar de cama e reconquistar alguém que não me dava mais valor há anos e, mais do que isso, alguém que hoje eu paro para pensar se realmente valia metade do esforço empreendido.

Só que hoje, um ano depois, depois de ter sido cozinhada, levada em banho-maria, humilhada, enrolada, enganada (pelo tanto de mentira que ouvi e ele nem imagina que eu sei), e jogada literalmente ao fundo do poço, hoje, minhas queridas, é muito melhor do que um ano atrás. Hoje me vejo um pouco melhor do que me via há um ano. E não me iludo achando que o processo acabou. Se eu sempre fui um mulherão, é claro que o processo para voltar a isso é difícil e sofrido.

O mundo não nos machuca porque a gente não deixa. Você é seu maior porto seguro – você é a pessoa que mais conhecerá seu íntimo ao longo de toda a sua vida. Essa é a única chance que você possui para ser a Fulana de Tal, e as pessoas ao seu arredor podem ser tanto um capítulo, um parágrafo, ou vários capítulos – mas elas NUNCA serão sua história inteira, porque o personagem principal é você. E só você.

Seu valor é determinado pelo o que você tem de certo e errado na vida, se você trata bem as pessoas, se você é honesto, se você usa suas habilidades para fazer o mundo um lugar melhor. E, por lugar melhor, isso pode significar até mesmo a ajudar sua mãe a carregar as compras para dentro de casa. Seu valor não é determinado se uma pessoa te acha bonita ou feia, se ela te deixou, se ela te traiu, se ela te humilhou. A forma como as pessoas agem com você, ou falando de você, só diz respeito ao que elas são, ao que elas pensam delas mesmas, só mostram quem elas são.

Eu quero muito voltar aqui no final do ano dizendo que eu consegui – eu consegui me superar e estar em um lugar melhor do que estive ano passado, melhor do que estive quando me sentia feliz comigo, antes de namorar, e sempre ascender às melhores posições como pessoa. Acho que cada uma de nós sabe do próprio potencial, não? Até quando vocês vão deixar que outra pessoa dite a vida de vocês, baseado na experiência de vida delas?

Ah, e o cara? Não sei, há meses não sei. Por muito tempo eu agi esperando que ele voltasse e caísse em si. Achei esse site inclusive por causa disso.
Hoje, eu acho que só encontro ou falo com ele o dia em que até mesmo o mal que ele causou me causar indiferença suficiente para olhar e dizer “obrigada por ter me ajudado a crescer e a ser o melhor que eu posso ser”. Não penso em voltar, não penso em arrumar as arestas, não penso em recuperar amizade… Finalmente, depois de tudo, hoje não penso mais em nada disso.
E eu agradeceria porque, honestamente, a gente aprende na dor. Se nada tivesse acontecido, eu provavelmente estaria na mesma posição do ano passado, logo antes de terminarmos: me sentindo sozinha, sentindo falta da nossa amizade (éramos amigos antes de namorarmos por muitos anos), carente, com início de obesidade (e eu era a garota fitness antes) e com a auto estima lá no chão. Hoje tenho a oportunidade de ser melhor do que tudo isso.

Se eu to conseguindo melhorar, vocês também conseguem. Um grande beijo

Loja: http://loja.fazerhomemvalorizar.com

Escrito por

Linda Cristina

Coaching de Relacionamentos, Autoestima e Valorização Pessoal