Ah, a vida de solteira! Já aviso que se você está à procura daquele clichê meloso de que precisamos encontrar nossa “cara metade” para sermos completas, sugiro que vá assistir a um filme dos anos 50. Mas, se você, assim como eu, acredita que pode ser plena com uma taça de vinho e um controle remoto só para você, bem-vinda ao clube!

Risos.

Por que é que quando uma mulher está solteira, todo mundo acha que ela está em busca frenética de um par? Ou pior, que ela está apenas sobrevivendo entre uma crise existencial e litros de sorvete enquanto chora com comedias românticas? Vamos ser honestas, às vezes o sorvete é só porque é bom mesmo, e o choro é de tanto rir das piadas dos nossos seriados favoritos.

Não me leve a mal. Amor é maravilhoso, bla, bla, bla… Todos gostam de sentir borboletas no estômago de vez em quando, mas não é lá grande coisa acordar com ronco alheio ao lado ou ter de compartilhar a pizza de quatro queijos. No meu mundo, isso se chama pesadelo!

O que ninguém te conta é que ser solteira é uma jornada de autoconhecimento brutal. É a liberdade para escolher o filme, o restaurante e até o lado da cama sem ter uma conferência de paz para tomar uma decisão. Quando foi que decidimos que a companhia mais fascinante que poderíamos ter é alguém que mal sabe diferenciar um tomate de uma goiaba no mercado?

Certa vez, uma amiga casada me disse: “Mas você não se sente sozinha?” E eu com a maior cara de ofendida: “Sozinha? Querida, eu mal consigo tempo para terminar minha lista de séries na Netflix, imagina se eu tivesse que adicionar outra pessoa na equação?”

Sério, este é um momento de luxo! Engana-se quem acredita que acumular funções é um troféu. Não, não é. Quem vive bem sozinha, vive bem acompanhada, ou melhor, vive bem e ponto.

Mas atenção, estar solteira não te dá o direito de se deixar ir abaixo. Não é porque você não vai dar de cara com alguém ao acordar que você tem que adotar o “look desastre natural” todos os dias. Arrume-se para si mesma! Afinal, autoestima não é exclusividade de quem está “no mercado”.

E vamos combinar que a tal da “liberdade” também não é desculpa para virar eremita. A vida lá fora é crucial. Reuniões com amigos, encontros casuais, flertes inocentes. Tudo isso faz parte do pacote de ser uma mulher incrível e independente.

Conselho de quem tem PhD em ser solteira: aproveite para explorar suas paixões (e aqui, refiro-me a hobbies, viagens, cursos, não me entendam mal… risos). Quanto mais você se conhece, menos dependente de aprovação alheia você se torna.

Agora, se no meio de tanto empowerment alguém aparecer e seu coração palpitar, ótimo! Mas que seja como complemento, não como peça que faltava. Você já é inteira, querida, não se esqueça nunca disso.

E para você que atura os comentários de “quando é que vai casar?”, lembre-se: Solteira não é um status. É uma palavra cheia de possibilidades. Levante a cabeça, coloque seu melhor batom e vai mostrar ao mundo que mulher solteira é sinônimo de mulher dona de si.

Risos. E quem sabe, quem sabe, até de alguns gatos adoráveis. Porque no fim, quem não quer uma companhia que ronrona ao invés de roncar, certo?

Escrito por

Linda Cristina

Coaching de Relacionamentos, Autoestima e Valorização Pessoal