Ei, mulher, você já parou pra pensar como às vezes nos sentimos meio espiãs russas em território inimigo? Tipo, sempre tentando decifrar códigos secretos e escolhendo cuidadosamente cada palavra pra não dar bandeira? Risos. Não, amiga, você não precisa ser uma diplomata com PhD em “Ficar Calada”. Vamos combinar: segurar a língua é útil, mas soltar ela de vez em quando é quase terapêutico!

Calma, não estou sugerindo um vale-tudo verbal onde você sai distribuindo ‘verdades’ por aí como quem distribui flyers de promoção no supermercado. A gente sabe que palavras são flechas. Uma vez lançadas, minha querida, não tem como puxar de volta. Mas ó, ser sincera não significa ser a rainha da grosseria. Dá para ser verdadeira sem perder a classe – e sem ganhar uns 10 inimigos por dia.

Primeiro: contexto. Às vezes a verdade precisa ser dita, mas escolha o MOMENTO. Desabafar sobre as marmotas do seu chefe em plena reunião pode não ser a melhor jogada. Guarda isso para o happy hour com as amigas (local seguro, testado e aprovado).

Segundo: tom de voz. Aquele velho ditado: “Não é o que você diz, mas como você diz.” Você pode muito bem dizer que não gostou do último corte horrível de cabelo da sua amiga (aquele que deixou ela parecendo uma vassoura triste), com um toque de preocupação e uma pitada de humor. Algo tipo, “Amiga, esse look vintage de bruxa dos anos 90 tá na moda e eu perdi a memo?”

Terceiro: sorrisos. Não aquele sorriso tipo Mona Lisa que deixa todo mundo tentando decifrar se você vai dar um presente ou jogar uma bomba. Um sorriso genuíno. Isso pode amenizar qualquer crítica e geralmente desarma o receptor da mensagem. É tipo colocar um pouco de açúcar naquele remedinho amargo.

E mais uma coisa, sua querida, use a sinceridade com sabedoria. Como nossa amada vó já dizia: em boca fechada não entra mosca (e nem sai asneira). Ponderar antes de falar é uma arte que todas estamos tentando dominar. Contudo, se você tem algo importante a dizer, escolha fazer isso de maneira que construa pontes, não barricadas. Falar a verdade não é dar um murro em quem escuta; é oferecer um insight, talvez um convite para reflexão. E quem sabe até algumas risadas!

Então, essa é a dica: solte essa língua, mas com estilo, classe e um pinguinho de astúcia. Porque, amiga, no nosso clube da “falastronas sinceras”, o importante não é só jogar as cartas na mesa, mas também jogar bem essa partida.

Beijos e até a próxima confabulação fabulosa!

Escrito por

Linda Cristina

Coaching de Relacionamentos, Autoestima e Valorização Pessoal