Vamos lá? Quem aqui já não se pegou dizendo “sim” quando cada fibra do seu ser gritava “não” mais alto que fã de boy band nos anos 2000? Ah, pois é, minha amiga. Se você nunca fez isso, parabéns, e me conta o seu segredo, porque o resto de nós, meros mortais, tá precisando anotar a receita.

A gente cresce ouvindo aquele papo de que dizer sim é a chave para portas abertas, oportunidades brilhantes e, quem sabe, um príncipe encantado que decide aparecer porque você foi a rainha da simpatia na festa da firma. Pausa para risos. A realidade é um pouquinho mais… como posso dizer? Salgada!

Dizer sim o tempo todo é tipo fazer dieta à base de fast food: parece bom no começo, mas eventualmente você vai sentir as consequências, e elas não vem com milkshake. Vamos colocar na balança: quantos “sins” você já deu que só te puxaram pra trás ou te colocaram em situações dignas de roteiro de comédia pastelão?

Aquela vez que você disse sim para ficar até mais tarde no trabalho e acabou virando a madrugada, enquanto seu chefe foi curtir o happy hour. Ou aquele favorzinho “rápido” que te custou um sábado inteiro. Quem nunca, né?

Aprender a dizer não é mais que uma arte, é quase um superpoder. Primeiro, porque temos que enfrentar aquele bichinho chato chamado culpa, que sussurra no seu ouvido: “Mas e se eles ficarem chateados?”. Segundo, porque isso implica em conhecer e respeitar seus limites. E adivinhe só? Seus limites são tão importantes quanto a linha do “não ultrapasse” no metrô na hora do rush.

Imagina o alívio de não ter que ir naquela festa que você sabia que ia ser um porre só para não deixar fulana chateada. Ou poder finalmente desfrutar de um fim de semana sem ter que resolver problemas alheios que, sinceramente, nem o Google quer mais saber.

Mas antes que você saia dizendo não à torto e à direito, vamos alinhar a estratégia. Não é sair batendo porta na cara das pessoas (apesar de que, algumas bem que merecem). É sobre fazer escolhas mais autênticas com a sua vida. Não quer ir? Não vai. Não quer fazer? Não faça. Mas lembre-se, sempre com educação – menos para telemarketing, esses, minha amiga, estão por conta própria.

Fica a dica: começar a dizer não pode ser um processo, e tudo bem. Você não precisa se transformar na pessoa do “não” da noite pro dia. Comece com pequenas negativas, teste a água com o pé antes de pular na piscina. E quando alguém tentar te convencer do contrário, respira fundo e pense no seu tempo, sua energia e, olha só, na sua felicidade.

Então, que tal praticarmos? Próximo convite que você receber para um compromisso meio ‘meh’, tente algo assim: “Agradeço o convite, mas não vou poder dessa vez.” Uma, duas, três vezes, e voilá! Você não é mais a passageira no ônibus da sua própria vida.

E lembre-se, dizer não não é só recusar algo que não quer fazer – é também dizer sim para si mesma. E aí, pronta para começar a praticar seu novo hobby favorito? Porque sim, minha querida, reclamar é bom, mas dizer não é libertador!

Escrito por

Linda Cristina

Coaching de Relacionamentos, Autoestima e Valorização Pessoal