
E aí, miga, já se pegou vestindo literalmente a camisa por alguém que mal sabia torcer por você? Quem nunca, né? Risos. Hoje vamos desfiar esse novelo chamado “relacionamentos desequilibrados” e já aviso: se você é a rainha do dar sem receber, prepare-se para o chacoalhão.
Vamos lá, quantas vezes você se pegou fazendo o papel de mãe, psicóloga, personal chef e talvez até de caixa eletrônico para o mozão? Pois é. E o retorno? Ah, o clássico “Vou te chamar mais tarde” que termina em mais um fim de semana de maratona solo de séries. Maravilhoso (só que não), né?
Olha, amiga, relacionamento é via de mão dupla. Se só uma tá dando corda, eventualmente a linha acaba, e quem fica pendurada na brocha? Você, queridona, com cara de quem não entendeu a regra do jogo.
Agora, vamos falar de fantasias – não, não essas, deixa o filme pra outro dia. Falo dessas ilusões de que “ele vai mudar”, “ela vai valorizar tudo que faço”… Acorda pra vida, Cinderela! Se tá mais para abóbora na carruagem, talvez seja hora de repensar se vale a pena dirigir esse veículo falido.
A realidade é que, às vezes, a gente se dobra tanto que parece contorcionista de circo, só que o espetáculo só tem um espectador: nós mesmas. Cansativo, né? Passou da hora de jogar no time que joga junto, que torce reciprocamente, que divide as pipocas e as contas do dia-a-dia.
Sério, se você está mais para assistente pessoal que para parceira, algo saiu muito errado nessa equação. Relacionamento que é bom tem que ter risada fácil, apoio nos dias nublados e, principalmente, aquela torcida fervorosa para cada pequena vitória – mesmo que seja escolher a cor do esmalte. O que não dá é para viver de migalhas emocionais enquanto distribui o pão de cada dia, beleza?
E quando digo isso não é para você sair como quem puxa o tapete e derruba a relação num strike só. Não. É sobre abrir o jogo, colocar as cartas desse baralho bagunçado na mesa e ver se dá para construir um castelo juntos ou se, no fim das contas, é cada um por si.
Então, que tal começar a planejar seu próprio jogo? Quem sabe assim, no meio do caminho, você encontra quem esteja disposto a ser mais jogador do que torcedor na arquibancada. E aí sim, comemorar os gols será mais gostoso porque terão sido marcados por uma equipe, não por uma jogadora cansada que esqueceu até de por qual time estava torcendo.
Relacionamento não é caridade, minha filha. Se você está no lucro emocional, divide que é sucesso. Se está no prejuízo, hora de rever os investimentos. Lembre-se: você é a CEO da sua vida amorosa! Agora, vai lá, arrasa e, por favor, não esquece de trocar essa camisa pesada por algo mais leve e que, realmente, faça seu coração vibrar no ritmo certinho da sua felicidade.
E aí, topa mudar o jogo? Conta aqui nos comentários o que você pensa e vamos conversar mais sobre isso. Beijos e até o próximo post!
